9 de outubro de 2016

RESENHA: Hot Ticket - Olivia Cunning (Sinner's On Tour #3)

 Hot Ticket - Olivia Cunning


Inesperado. Eu realmente não achei que gostaria tanto. O Jace parecia ser bem diferente do que acabou sendo e todo o lance dominatrix não costuma ser minha praia. 

Jace é o baixista dessa banda fictícia que já amo, os Sinners. Ele é bem mais novo do o resto dos caras, e entrou como substituto do baixista original que se perdeu para as drogas. Ele é bem reservado, quieto, cheio de mistérios. Nos livros anteriores dava uma impressão de perturbação que aqui se mostrou ser em grande parte um misto de tristeza e falta de autoconfiança e autoestima. 

Aggie é uma mulher independente, alguns anos mais velha que o Jace. Ela faz dança erótica em uma boate e atende homens e casais, em sua casa, que buscam por um prazer diferente e autoconhecimento. Ela realmente transpira dominação no início, mas ao longo das páginas vai mostrando um lado romântico, sensível, até carente de uma maneira que ela mesma não achava possível.

Para quem gosta de BDSM, esse livro é um ótimo passatempo. A primeira cena de sexo dos dois me deixou sem fôlego de tão original (dentro do que eu já li no tema) e boa, mesmo para uma pessoa que não vê tanta graça nisso. O que mais me surpreendeu foi que apesar das cenas de total dominação de um ou outro havia uma cumplicidade que reforçava o comprometimento entre eles. Nenhum dos dois precisava forçar algo na relação.

Nesse livro aparece o Jon, o ex-baixista da banda. A autora fez dele um cara realmente detestável.Mas ao menos ele não fez nada muito execrável, ou seja, quem sabe haja salvação para esse cara. Porém o final, ou quase final foi fantástico. Um drama bem-escrito,ótimo para rivalizar com muitas cenas de livros dramáticos por aí.

O próximo e o livro do Trey, mas queria que fosse do Eric. Ele foi quem mais me despertou curiosidade para logo. Quero conhecer a garota que vai tirar aquele sorriso desdenhador da cara dele.

2 comentários:

  1. Já li alguns com esse tema, mas acho que não curto muito e quando coloca mais um, ou mais que um casal na "brincadeira" aí gosto menos ainda.
    Sei lá! Não sei direito, acho que no fundo eu penso: não sendo eu, tudo bem hehehehehe
    Bjoo

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    1. Nesse há algumas cenas com outras pessoas, mas achei bem-feitas. Nada repulsivo. Não há objetificação, isso ajuda. Mas para quem não curte ou não tenha gostado dos dois primeiros, é melhor passar longe. Embora eu tenha achado o primeiro livro da série bem indigesto em alguns aspectos.

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