29 de agosto de 2016

RESENHA: Paixão ao Entardecer - Lisa Kleypas (Hathaways #5)

Paixão ao Entardecer - Lisa Kleypas

Apaixonada por esse livro. Que final para essa série maravilhosa. Excelente e bastante contundente ao me deixar órfã mas feliz. Não sei se é porque faz tempo que li o quarto, mas achei este bem mais leve. Não que tenha deixado a desejar, longe disso, manteve a qualidade.

Os livros anteriores foram mais crus. Mais adulto. Os casal principal era mais sério por assim dizer. Cenas mais sensuais e viscerais que as daqui mas tanto Beatrix quanto Christopher são personagens incríveis. Definitivamente o meu casal preferido. O melhor ficou para o final.

Lembro de quando tive contato com Bea pela primeira vez de temer o livro dela. Pois seria difícil, ao meu ver, arrumar um rapaz que a merecesse e também o receio de que ela se tornasse caricata demais ao se tornar adulta. Felizmente meus medos foram rapidamente esquecidos.

Amei o fato de a troca de cartas deles não ter tomado toda a extensão do livro e de não ter tido muita enrolação entre elas. Quando há uma passagem longa de tempo é melhor colocar no fast forward mesmo. Gostei também de as cartas terem, na medida certa, uma mistura de romance, comédia e drama. 

A tal Pru parecia ser um pouco caricata no início, mas aos poucos ela se mostra uma personagem que apesar de fútil não é burra. Ela é muito inteligente e sabe exatamente o que quer num marido. Não fiquei ressentida com as coisas que ela faz enquanto ainda tenta agarrar o Christopher. 

Christopher por sua vez ganhou meu apoio desde o início. Creio que não ter tido nenhuma interação direta entre ele e a Bea antes das cartas, descrito no livro, já que eles só mencionam, contribuiu para meu rápido perdeu e minha torcida para que eles se entendessem rapidamente. 

Beatrix, agora com 23 anos, é uma mulher muito bem resolvida e adorei ver isso. Sabe o que quer e não está disposta a abrir mão de nada sem motivo. Ela não se anula para agradar o outro. Até abre exceções ao longo da história, mas nunca faz algo que realmente mude seu jeito de ser e de levar as coisas. Ela tem uma inocência só dela que não é infantil, mas o retrato de uma família amorosa que apesar de fugir do padrão não é tão torta como pensam os outros.

Ela não é aversa a bailes e jantares e outras convenções sociais, só não gosta que sua vida gire em tono disso como as outras garotas da época. Não é a toa que ela se comporta com primazia nessas situações, mas se tiver opção fará algo ao ar livre. Essa característica contribui para que o livro seja tão diferente de outros do gênero com personagens atípicas. Ela não é feia, não é desajeitada, não é primitiva, mal-educada, pelo contrário, tem todas as características que uma boa moça precisava ter. 

Achei interessante que Christopher teve uma evolução diferente das que os rapazes não convencionais tem. Ele era o partido perfeito perante a sociedade mas volta da guerra cheio de traumas, traumas que a sociedade ignora e ou finge não ver. Ao invés de consertá-lo como seria de costume em romances assim, a Bea faz com que ele se sinta confortável e evolua a sua própria maneira. Então em vez de voltar a ser o brilhante e comunicativo de antes ele se torna sombrio e propenso à reclusão. 

Ele é um bom homem e encontra a mulher certa para estar junto dele. E ela tem a sorte de encontrar alguém que desvie do caminho só um cadinho como ela e veja a beleza nisso.

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