19 de maio de 2016

RESENHA: Starters - Lissa Price (Starters #1)

 Starters - Lissa Price

Viciante ao extremo. Não achei que seria tão bom quanto foi. Talvez tenha sido a minha falta de grandes expectativas que fez a experiência ser tão boa. É uma distopia pós-apocalíptica futurista que ao mesmo tempo tem muito do que já se vê em outras séries do gênero e ainda assim tem muita originalidade.

O que tem de repetido: 

A protagonista tem 16 anos, quer proteger a família. Quem está no poder é corrupto e sociedade está desmoronando. Há dois possíveis amores. Uma segunda personagem feminina que se demora a saber se é bem ou não.Há cidades-fantasmas, e a tecnologia avançada sendo usada de maneira controversa. A protagonista resolve salvar o mundo. Consigo relacionar: Divergente, Jogos Vorazes, Feios, Reiniciados, Maze Runner e Teste.

Callie começa a história entre a cruz e a espada. Seu irmão Tyler tem apenas 7 anos e a saúde frágil. Precisa de cuidados que ela como menor de idade não pode prover pois não tem permissão para trabalhar legalmente. Vive na clandestinidade com ele e seu amigo, Michael.

Ela fica sabendo então de uma oportunidade única para pessoas como ela: Alugar seu corpo para pessoas idosas e ricas poderem curtir a vida novamente como quando eram jovens. A empresa que costuma fazer isso, a Prime Destinations oferece uma bonificação bem gorda em troca de três alugueis. 

O problema é que Callie só descobre que tudo é mais perigoso e complicado quando já é tarde demais. O contrato está assinado e ela já está em seu terceiro aluguel. Isso significaria que ao término deste ela receberia o dinheiro e voltaria para o irmão, mas ao que tudo indica ela pode ter aberto mão de sua liberdade para sempre. 

O que eu mais gostei é que apesar de ela ser a protagonista, as ideias mais mirabolantes e planos mais complicados não são ideia dela. Há sempre um adulto mais experiente a  guiando. Ela segue adiante em parte pelo irmão e em parte por querer agir como uma adolescente de posses e não como a responsável por uma criança como de costume. E ela tem medo de verdade. Ela faz tudo planejando uma rota de fuga.

A conspiração toda que é a motivação principal para toda a problematização do livro é bem construída através do velho binômio política+dinheiro. Mas não há uma frente armada. Tudo ocorre quase  que nos bastidores, na surdina. E apesar disso, você não esquece que a protagonista é uma adolescente como outra qualquer.

Os eventos finais me surpreenderam bem. A autora não seguiu o caminho mais previsível e clichê, e em vez de nos depararmos com aquela calmaria costumeira entre livros é um baque. A leitura termina com mais perguntas do que respostas. Ou seja, sem ideia alguma do que vem por aí.

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