7 de maio de 2016

RESENHA: The Naked Viscount - Sally MacKenzie (Naked Nobility #5)

The Naked Viscount - Sally MacKenzie

Amei. Lorde Motton é meu "mocinho" favorito nessa série. Sorry Charles! Essa história é bem mais intricada que as anteriores, e mais madura também. Temos aqui além do romance aventura, mistério e até ação! 

Jane Parker-Roth é bem diferente dos irmãos que já conheci. Primeiro que ela não é uma aficionada por plantas, e segundo por não ter aparentado ser tão teimosa quanto o irmão John. 

Ela tem 24 anos e está indo para a sua oitava temporada londrina. Apesar da personalidade forte, ela prefere se manter à margem nos eventos sociais. Acha tudo muito enfadonho e prefere a companhia dos livros. Edmund Smyth, o Visconde Motton está para completar 34 anos e desde que herdou o título aos 16 anos tenta se manter solteiro. Não vê motivo para apressar tudo apesar dos apelos constantes das 5 tias paternas. 

Lady Winnifred, uma de suas tias,  nos é apresentada no livro do Barão, já que é numa das propriedades do Visconde que o casal se conhece. Mas lembro de achá-lo um tanto parado. Ele em nenhum momento deu nem sequer um vislumbre do que vemos no presente livro. Lá, a tia era a senhora da casa e resolvia tudo, ele no entanto, parecia um recluso. Mas as coisas mudam.

Considero esse livro mais maduro pois desde o início eles exploram a atração que sentem um pelo outro. Não há o distanciamento que teve nos livros anteriores. Talvez por conta da enrascada em que eles se metem ao tentar encontrar as pistas para resolver um enigma. Os dois sabem do perigo, mas a necessidade de ficarem perto um do outro é maior e eles se rendem. Isso nos agracia com cenas ótimas deles se escondendo, fugindo, além de dezenas de conversas inteligentes. 

Acredito eu que o que mais conquistou ambos foi descobrir que no outro havia uma mente inteligente e intrigante. Cada um contribui com um aspecto e juntos eles vão desvendando tanto o mistério que os une como a si próprios.

Adorei a maneira como os pensamentos íntimos de cada um é exposto e podemos ver conforme Edmund se dá conta que a companhia de Jane faz bem a ele, e como tê-la ao seu lado, como mulher e cúmplice é algo que na verdade não o assusta, mas o excita (não só fisicamente, mas em todos os aspectos inerentes à um casamento feliz)

Jane é apaixonada por ele desde sempre, e chega a ser fofo o jeito como ela tenta se refrear e não se encher de esperanças. Ela não consegue imaginar que tudo o que eles vivem naqueles dias possa continuar depois de o quebra-cabeças ser resolvido. Mas ela não seixa de fazer o que quer. Acredita que se deixar aquela oportunidade de viver intensamente passar pode se arrepender para sempre.

Então, a cada pista decifrada eles se tornam mais íntimos e mais apaixonados, O melhor é que não há, ao menos explicitamente, teimosia de nenhuma das partes em tentar evitar o inevitável. Ela não banca a donzela em perigo e ele não tenta dar uma de macho-alfa sem que haja necessidade para tanto. Além de que as cenas íntimas entre os dois explora muito além do que até então tinha sido tratado na série.

Agora só falta o príncipe e o Rei. O Rei eu já sei quem é. Mas e o Príncipe?

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