4 de maio de 2016

RESENHA: Conde Apaixonado - Sally Mackenzie (Naked Nobility #4)

Conde Apaixonado - Sally Mackenzie

Esperava mais. Foi divertido como os anteriores mas eu tinha uma expectativa maior para Robbie. E a sinopse dá a data errada, não é 1892 e sim 1816 ou 17. Melhor ainda. Ainda assim é um livro rápido de ler, mantém as 157 páginas dos anteriores. Sem perceber eu já tinha lido metade.

Robbie é o Conde Westbrook, primo da atual Duquesa de Alvord. É apaixonado pela irmã mais nova do Duque mas não tem intenções de casar-se com ela e nem com ninguém. Guarda um segredo que parece intimidador até a hora que este se revela.

Lizzie é uma jovem em busca de aventuras. Prometeu-se ser ousada nesta nova temporada Londrina e por isso aceita o convite para uma das festas mais mal vistas de toda a Inglaterra. Leva junto sua acompanhante Lady Beatrice e a amiga também em temporada, Meg Peterson.

Uma coisa que me irritou foi que apesar de ela realmente ser ingênua, muitas das enrascadas que ela se envolve poderiam ser evitadas caso a sua acompanhante e/ou sua amiga permanecessem ao seu lado ou fossem um pouquinho mais atentas. Ela é o tempo todo abandonada. Trocada por coisas mais interessantes e passa boa parte do tempo sozinha.

O início da história prometeu algo que não se desenvolveu. Parece até que a cena foi inserida para que algo na história fizesse jus ao nome do livro, que no original é The Naked Earl. (O Conde Nu). Mesmo que ali se apresente também os antagonistas.

Antagonistas esses que são insuportáveis. Felicity não tem nada de feliz. É uma garota invejosa e ardilosa que só pensa em abocanhar o título de Condessa. Recruta Lady Hartford que é Charlotte, a moça anteriormente conhecida como Lady de Mármore. Essa por sua vez acabou conquistando minha simpatia, é uma moça sensata depois de cometer sua cota de erros. E o tal Andrew, um verdadeiro patife, mau-caráter. É odioso e fiquei decepcionada de ele não ter um destino trágico.

Robbie nos é apresentado no primeiro livro quando ele arma para o amigo e para prima. Lá ele parece ser um verdadeiro bon-vivant, um jovem que quer aproveitar a vida e o que ela pode trazer de bom sem se preocupar com o futuro. Mas aqui, pelo contrário, é um homem amargurado, quase resignado com o destino inevitável de ser ser sozinho.

Eu realmente achei que depois da primeira cena entre os dois, eles iam se juntar em um plano para se afastar de quem eles não queriam por perto e na brincadeira se apaixonar ainda mais. Mas acontece diferente o que tirou grandes oportunidades de manter a veia cômica que a autora vinha mantendo até então na série. Em chatice se aproxima do livro do Laird. O que é uma pena, pois tanto Lizzie quanto Robbie mereciam uma história melhor.


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