4 de maio de 2016

RESENHA: Cavalheiro Apaixonado - Sally MacKenzie (Naked Nobility #6)

Cavalheiro Apaixonado - Sally MacKenzie


Ótimo. Voltamos a casais bem-pensados. Só achei que a autora poderia ter explorado um pouco mais a paixão em comum dos dois pela botânica. Poderia ter rendido mais cenas engraçadas. Embora este tenha tido algumas gargalhadas a mais que os anteriores.

Sem querer eu acabei me atropelando na leitura de novo. Este é o sexto livro da série, cronologicamente falando. Mas o quinto que é do Visconde Motton foi escrito depois deste. Infelizmente rolou alguns spoilers pesados acerca do relacionamento deles. Quando li o do Marquês antes do livro do Barão não houve estragos pois os personagens não se conheciam. Mas dessa vez eles são da mesma família!

John Parker-Roth é um cavalheiro sem títulos mas com fortuna de 30 anos que não deseja se casar, na verdade, ele não faz questão, já que tem outros dois irmãos homens que vão dar continuidade ao nome da família. Essa posição ele mantém há 4 anos, desde que foi abandonado no altar por Lady Grace, a "mocinha" do livro 2.

Margeret Peterson tem 21 anos é a segunda filha do vigário. Está em sua segunda temporada em Londres. É apaixonada por plantas e sonha em se casar e ter filhos, construir e manter uma vida sossegada em um lugar em que possa explorar sua paixão pelo verde. Chega a Londres determinada a conseguir um marido antes que a temporada termine.

Os dois se conhecem no ano anterior durante a escandalosa reunião em que Lizzie e Robbie ficam juntos. Como no livro anterior ela por vezes abandona a amiga, eu realmente acreditei que ao menos uma migalha de sentimentos mútuo pudesse ter surgido e que a autora iria pegar daí. Mas não é o que acontece.

A história começa com Meg se enfiando pelos jardins durante um baile com outro senhor, o Visconde Bennington. Isso eu meio que não entendi já que até então Meg não tinha dado a entender que tivesse o tipo de personalidade que iria fazer esse tipo de coisas, sair desacompanhada com um homem solteiro para um lugar escuro e notoriamente conhecido como destino de casais mais afoitos.

Parkers como John é chamado pelos outros personagens nesse livro, e está em Londres obrigado pela mãe que ainda não desistiu de vê-lo casado, está neste mesmo baile, no jardim, fugindo da mãe e acaba salvando Meg de uma enrascada só para colocá-la em uma ainda mais constrangedora.

Aqui acontece uma das cenas mais hilárias de toda a série. Vários dos casais anteriores vão entrando no cômodo em que eles estão aguardando o veredito acerca de quão arruinada a reputação de Meg está. O que torna a situação cada vez pior mas em compensação mais engraçada impossível. Ela nega o pedido de casamento de John (que o faz a contra-gosto) e dá início à saga desses dois.

Um resumo contundente seria dizer que ela gosta dele, quer se casar com ele mas não quer aceitar, e ele gosta dela, quer se casar com ela mas não quer pedir. O que vemos então é uma força-tarefa dos outros personagens (inclusive a famigerada Felicity que foi algoz de Lizzie) tentando ajudar os dois a deixar de serem tão teimosos. 

Fiquei triste de a única vez em que parece que a autora vai explorar a botânica para aproximar os dois dá meio que errado. E em vez de uni-los como um casal apaixonado os une de maneira forçada. Achei que há um cavalheirismo exagerado no fim. Em um momento da história que aquilo tudo já não fazia sentido.

Eles ficam juntos no final sim. acabam se entendendo e se tornando um casal de verdade mas tanta coisa deixou de ser explorada, tantas situações poderiam ter sido criadas. Afinal o livro tem apenas 159 páginas e a maior parte dos percalços são auto-infligidos pelos dois protagonistas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário