11 de maio de 2016

RESENHA: As Aparências Enganam - Kristina Cook (Ashton/Rosemoor #1)

As Aparências Enganam - Kristina Cook


Simpático. Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 2004, esse livro me lembrou muito romances mais antigos. A escrita de Cook é fluida e incômoda ao mesmo tempo, mesmo que não faça sentido.

Não há enrolação, as passagens de tempo acontecem quando tem que acontecer e são poucas os momentos em que os protagonistas ficam filosofando sobre as próprias vidas. Mas em contrapartida os dois personagens são medianos. São extremamente egoístas.

Lady Lucy Abbington é uma jovem de 21 anos que vive no campo livremente. Tem uma paixão muito grande por cavalos e seu pai não se incomoda com as ações da filha. Apenas pede que ela vá ser apresentada à sociedade e ela o faz. Pois ela se decidiu anos antes que só casaria com alguém que permitisse que ela continuasse a cuidar de animais, exercendo informalmente a profissão de veterinária.

Ela vai à Londres com os Rosemoor, e a apresentação dela se dá no mesmo dia da apresentação da Rosemoor mais nova. Os 3 filhos são como irmãos para ela. Cresceram juntos tendo em vista que suas mães eram melhores amigas. Essa relação acaba se tornando um plot secundário, pois como toda família poderosa que se preze tem sua dose de escândalo.

Henry Ashton, o Marquês de Mandeville já passou dos 30 anos e vem sendo pressionado pela mãe a providenciar a continuidade da linhagem e a garantia de estabilidade do marquesado. Mas depois de algumas experiências ruins mulheres ele decide que só casará com uma moça de estirpe e que seja adequada em todos os sentidos para ocupar a posição de Marquesa. Ele não quer envolver amor na equação.

Receita para o desastre. Eles se conhecem ainda antes da temporada do ano começar. Há uma identificação e atração mútua quase que instantaneamente. Eles funcionam muito bem juntos. Mas são tão teimosos que apesar de se arriscarem o tempo todo não permitem nem pensar em casório.

Eu achei Henry um cavalo. Ele não faz por ela nada que não tenha um motivo escondido, e até quando a defende em alguns momentos tem segundas intenções. Para cada elogio que ele faz a ela, logo em seguida vem duas grosserias sem tamanho. A Lucy por sua vez é toda independente e tal, mas quando se trata do marquês vira uma adolescente inconsequente. Fica incoerente e o perdoa o tempo todo. Ele a desrespeita o tempo todo e ela sempre deixa para lá. 

Acaba sendo necessária a interferência de outros para que os dois vejam que se amam. E depois mais esforço ainda para que deixem o orgulho de lado por um tempo e cada um comprometa um pouco para que possam ser felizes. No final vemos um pouco da vida deles depois do casamento e a autora nos "presenteia" com diálogos açucarados e patéticos. Não há nada da personalidade de ambos, anteriormente apresentada, presente nessas últimas paginas.

Ou seja é um livro bom para passar o tempo, mas nada marcante ou extraordinário.

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