14 de abril de 2016

RESENHA: Uma Semana para se perder - Tessa Dare (Spindle Cove #2)

Uma Semana para se perder - Tessa Dare

Muitos suspiros e sorrisos. Esse livro superou minhas expectativas. Personagens bem desenvolvidos, história cheia de detalhes, boa escrita e boa tradução e uma arte de capa bem feita.

Quem olha a descrição dos personagens não acredita que eles possam se tornar um casal. Mas essa é uma das questões mais interessantes nesse livro. Como pessoas que nunca se envolveriam, nem mesmo teriam uma conversa produtiva acabam se apaixonando.

Minerva é uma garota sem muitos atrativos à primeira vista. Mas é inteligente, focada, determinada, confiante e dona de uma (normalmente) língua afiada. Ela a princípio começa a ter discussões com Colin por conta de sua irmã, a frágil Diana. Ela tenta a todo custo convencê-lo de que não pode nem ao menos pensar em casar com sua irmã mais velha.

Já Colin é o Libertino clássico dos romances ambientados no séc. XIX. Detesta compromissos, aparenta não ter interesse em nada que venha com o título de nobreza que não seja a grana e o status. Bebe com frequência, passas as noites na rua com mulheres e jogatina esbanjando o dinheiro que tem. 

No livro anterior o nosso protagonista da vez está em Spindle Cove por causa do primo que é responsável pelas finanças dele até que este faça 27 anos ou se case, o que vier primeiro. Ele deve ficar lá até segunda ordem. Daí nasce a antipatia da mocinha por ele. Já que ao que tudo indica, ele só teria interesse em Diana para recuperar o controle do dinheiro herdado. 

Minerva faz uma proposta a ele que ao mesmo tempo serviria para que ela pudesse alcançar novos patamares dentro de sua profissão como ajudaria a Colin, mantendo-o longe da irmã, ao menos por tempo suficiente para que chegue seu aniversário.

A partir daí é uma série de confusões e reviravoltas, algumas inesperadas outras nem tanto. Ele mostra que tudo o que faz tem um motivo, se revela um rapaz carinhoso, atencioso, inteligente e criativo que enxerga Minerva como é, mas que nem por isso deixar de implicar com ela a todo instante. Uma das coisas que mais gostei e me fizeram rir foi a constante troca de nomes que ele faz. Ele a chama de qualquer nome começado por M, menos o de verdade. 

O sentimento dos dois acaba se mostrando já existente faz tempo, mas só se revela nessa semana que eles passam juntinhos. As cenas íntimas entre os dois são gradativas. Elas tem uma progressão normal e esperada, e apesar de a viagem ser escandalosa para a sociedade em torno, não chega aos pés da devassidão do casal do primeiro livro. Ele é muito controlado e ela tem uma curiosidade que quase beira a frieza. Ela conduz tudo como experiências científicas.

O final para mim foi um dos melhores em romances de época que li nos últimos tempos. É divertido, é intenso, é romântico, é emocionante, é fofo. Enfim, foi uma leitura muito prazerosa e até surpreendente. Devorei mais da metade do livro em algumas horas pois não queria largar. Eu precisava saber o que aconteceria a seguir. O que um deles, ou os dois acabariam aprontando.


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