25 de abril de 2016

RESENHA: Proteja-me - Maya Banks (Slow Burn #1)

Proteja-me - Maya Banks

Como romance = blá. Como suspense = Ótimo. Quem me conhece sabe que gosto muito desta autora. Mas esse livro me surpreendeu um pouco por ser um tanto atípico dentro dos eróticos dela. Positivamente, claro. 

Muitas das características mais marcantes de Maya como autora estão aqui mas de forma muito mais sutil que de costume. O cara é inimaginavelmente rico, mas isso não é jogado o tempo todo. O protagonista tem um sentimento de posse elevadíssimo sobre a mocinha, mas é quase justificável pela situação que eles se encontram. Etc.

Caleb Deveraux é lindo, jovem e musculoso, obviamente, já que udo isso é pré-requisito para esses livros. Tem três irmãos, e é dono de uma empresa de segurança que colocaria Fort Knox no chinelo, empresa essa que é fundada logo depois de o sequestro de sua irmã mais nova chegar ao fim.

É durante esse sequestro que Ramie St. Clair entra na vida de Caleb. Ela é uma jovem mulher de compleição frágil, olhos cinzentos e cabelos encaracolados.O diferencial é que Ramie é sensitiva. Ela se esconde do mundo pois entrar na mente das pessoas é desgastante e exige muito da sua saúde. 

Caleb vai atrás dela como qualquer macho-alfa dominador que se preze e a obriga a ajudá-lo a encontrar a irmã, é nesse momento que ele descobre o quanto fazer isso exige dela e instantaneamente resolve que a protegerá a todo custo. (O mais engraçado é que apesar de eu saber que as coisas vão ser assim eu fico com raiva. Esses instintos quase primitivos que surgem nesses personagens não se encaixam na minha ideologia de vida.)

Isso acaba sendo bom para ela pois há um homem, sensitivo também, que a persegue. Ele vem matando mulheres com a intenção de forçá-la a se entregar a ele. Caleb oferece refúgio a ela em parte por se sentir culpado pelo que fez e em parte por estar se apaixonando por ela. Mas o relacionamento dos dois tem um progressão bem lenta. Só acontece algo de fato na metade da história.

Gostei muito disso pois assim a autora se focou mais no suspense, no terror psicológico que a personagem sofre. A tensão de ter alguém perseguindo-a e o fato de a única pessoa que pode mantê-la segura tomar essa decisão de ajudá-la apesar de saber que trará todo esse perigo e atenção para a própria família foi um lado da Banks como escritora que eu não conhecia e foi uma bela surpresa.

Nem tudo são flores claro. No final, quando eles finalmente encontram esse assassino eu achei esdrúxula a maneira como os fatos se sucederam. Até então a mediunidade estava sendo usada de forma convincente dentro de todo o drama, e do nada tudo é descoberto sem muito esforço, pelo personagem que até então não tinha demonstrado nenhuma aptidão para fazer o que fez.

Todos sabemos que o casal fica junto no final, mas confesso que o diálogo entre eles foi patético. Digno de final de comédia romântica adolescente. Seremos felizes, casaremos, teremos filhos, uma casa linda e tudo será perfeito. Hein? Para mim, simplesmente não encaixa com todo o teor que o livro vinha tendo.

Outra coisa é que a capa engana. Ela é um exemplo perfeito de capa de romances eróticos famosos. Mas o livro em si não tem nada muito a ver com o perfil. Há sexo, um bilionário e uma mocinha indefesa e frágil. Mas o romance entre eles não é o fator principal. 

2 comentários:

  1. Oi evelyn...
    Essa autora nunca me chamou atenção. Sempre vejo para vender por aí, ela tem bastantes livros né? Mas as sinopses nunca me atrairam...

    Algum livro único bom dela para começar a conhecer? bjs

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    Respostas
    1. Chafurdado a memória acho que não tem nenhum livro único. Ao menos lançado no Brasil. Mas vou ver...

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