28 de abril de 2016

RESENHA: Duque Apaixonado - Sally MacKenzie (Naked Nobility #1)

Duque Apaixonado - Sally MacKenzie


Viciante. Lido em uma única sentada. 3 horas e meia para ser mais exata. Um romance inocente e cheio de conturbações ao mesmo tempo. Dois protagonistas inusitados e um antagonista digno de novelas globais. 

Essa minha fase romântica vai ser longa se eu continuar achando romances históricos fofos, empolgantes e bem escritos. Não conhecia Sally MacKenzie mas esbarrei na sinopse do livro 3 dessa série sem querer e decidi que precisava ler. Quando vi que eram cinco livros fiquei mais animada ainda.

MacKenzie ao que tudo indica sabe o que faz. Os costumes da época, os detalhes contidos nas descrições dos lugares, as personalidades dos personagens, tudo é tão redondinho que contribuem para a necessidade de não largar o livro até que termine.

Sarah é americana, perdeu a mãe ainda jovem e o pai recentemente. Apesar de seu pai ser da nobreza inglesa, cresceu como a filha de um médico generoso na Filadélfia. Não entende nada das regras de conduta da sociedade londrina. Promete ao pai no leito de morte que iria para a Inglaterra atrás do tio um Conde. E é o que faz, 

James é o Duque de Alvord, tem 28 anos e sabe que precisa de uma esposa e de um herdeiro logo para assegurar que o ducado e as terras fiquem em boas mãos e não sejam destruídos pelo avarento e invejoso primo, Richard. Primo este que passa o tempo todo maquinando, tentando achar formas de matar o atual duque. Ele acredita ter sido injustiçado e ser o dono real do título.

A maneira como os dois se conhecem é hilária. Super escandalosa mas definitivamente uma das mais irreverentes que já tive a chance de ler. Ela é uma jovem inocente até o último fio de cabelo e completamente alheia ao que acontece entre um homem e uma mulher. Ele por sua vez tem uma reputação, mas ao longo da história se mostra ser o mais perfeito cavalheiro. O que faz com que no final ele se torne um protagonista totalmente atípico.

Os personagens coadjuvantes contribuem enormemente para o desenvolvimento irreverente do enredo. A tia de James e sua acompanhante são duas mulheres que me fizeram rir a todo momento. Fico imaginando com seria colocar estas duas junto de Lady Danbury da série dos Bridgertons num mesmo salão de baile. Elas definitivamente acabariam descobrindo que fofocas são reais e que casais devem ou não ficar juntos com direito a um empurrãozinho aos mais lerdos. 

Se os demais livros dela seguirem esse mesmo ritmo e padrão, ela corre o sério risco de arrumar um lugarzinho bem ao lado da Julia Quinn no meu coração. Alguma editora (arqueiro.. oi?) poderia relançá-los com uma edição bonita de livraria. Merece.

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