17 de abril de 2016

RESENHA: A Dama da Meia-noite - Tessa Dare (Spindle Cove, #2)

A Dama da Meia-noite - Tessa Dare


Um bom passatempo. Dentre os 3 lidos até agora esse é o menos interessante. Mas ainda assim tem muita coisa boa nesse livro. Protagonistas bons, com histórias originais e tudo ocorre dentro de Spindle Cove.

A Srta. Taylor é uma moça de 23 anos que carrega uma mancha de cor vinho no rosto. Nasceu com ela, mas fora isso não sabe de nada sobre seu passado, de onde vem ou o que resultou em sua ida à um colégio no interior, em uma cidade perto do reduto das solteiras.

O Cabo Thorne que é sempre tão enigmático e dono de uma expressão de poucos amigos não dá nenhuma pista até então que poderia se apaixonar por alguém, ou sequer pensar em uma mulher.

Achei Kate totalmente diferente dos outros livros, eu tinha a impressão de que ela fosse mais reservada, mais centrada e tímida até. Mas não é o que vemos nessa história. É ela que dá o primeiro passo e acaba provocando Thorne. Eles passam boa parte do tempo discutindo sobre tudo e a 'paixão' entre os personagens surge bem mais tarde aqui que nos anteriores. O que me deixou pensando que esse seria um livro mais leve, mas não.

Depois dos primeiros capítulos, quando nós tomamos conhecimento da busca intensa dela pela verdade sobre sua família eu imaginava um decorrer totalmente diferente do que é apresentado. Achei que Thorne a ajudaria nessa busca, ou coisa parecida, e que ela só descobriria de onde vem mais para o final, mas acaba que é bem diferente.

Isso me incomodou um pouco. Apesar de todas as explicações que a autora desenvolveu para que o aparecimento da família se desse da maneira que foi, eu não engoli e fiquei até o final achando que Drewe tinha algo em mente. Não consegui vê-lo como o primo bonzinho que a autora descreveu. Eu esperava algo mais tempestuoso.

As outras personagens femininas que chegam a Spindle Cove poderiam ter sido melhor apresentadas e eu senti falta de ver as Highwood interagindo na história. Elas são ótimas personagens, desde a mãe louca casamenteira até às irmãs. Mesmo que Minerva não esteja mais vivendo ali, as outras duas e a mãe tiveram personalidades tão bem trabalhadas até então que mereciam uma atenção especial.

O importante é que eles casam. Ele passa o livro todo com a postura de que é indigno e tal, mas cede. E pelo epílogo dá para ver que ela fica com tudo, o cara e a família. Nada poderia ser mais perfeito. Mas não temos nenhuma aparição aqui da garota que é parte do próximo livro, que aliás tem tudo para ser uma das melhores histórias.

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