2 de dezembro de 2015

RESENHA: Laços de Sangue - Gabriella Poole (Darke Academy #2)

Laços de Sangue - Gabriella Poole

Bem interessante. O início é meio devagar se comparado aos acontecimentos finais do primeiro volume. Algumas 'promessas' não se cumprem, mas o desenrolar acaba sendo tão bem bolado quanto.

A academia desembarca dessa vez em NOVA IORQUE. Novamente não há sequer uma menção à tarefas escolares, só uma outra passagem dentro de sala, mas praticamente zero de interação professor-aluno. O que é engraçado já que é uma escola de ponta com inúmeros ex-alunos notáveis 'Ex-escolhidos' ou não.

Esperava mais do romance de Ranjit e Cassie. A reticência inicial dele poderia ter sido explorada. Para algo com as implicações que foram deixadas nas últimas páginas, faltou explicação, faltou problematizar esse resultado. Senti como se a autora tivesse decidido desde o início que isso aconteceria mas não soube bolar alguma coisa que se encaixasse na história, deixando essa explicação para o fim da trilogia. O que só serviu para me deixar mais curiosa ainda sobre quem é o espírito que Ranjit carrega.

As vilãs são as mesmas, mas estão mais caricatas que nunca. Foi meio exagerado certas descrições. Quase beirando a comicidade. Um tanto desnecessário. Sir Alric quase não aparece e ao mesmo tempo é responsável por muito dos acontecimentos decisivos. Jake e Isabella que tão importantes foram no livro 1, se tornaram coadjuvantes aqui. Mesmo com papeis tão importantes no enredo. Me senti como se lendo um diário ou depoimento onde só temos a visão de uma pessoa.

Nesse livro eles passeiam menos. Mas a futilidade dos passeios é a mesma. Quase tudo acontece há uma distância de poucas quadras, e NY é uma cidade tão grande que poderia ter sido melhor aproveitada. No geral é uma história interessante, mas o título não se explica de fato em nenhuma das páginas. O que garante a continuidade da leitura são pequenos momentos. São os vislumbres do que pode acontecer mais pra frente mesmo que o atualmente narrado seja vago. Termina como se faltasse algo.

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