11 de novembro de 2015

RESENHA: O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn (Os Bridgertons #6)

O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn

Acho que Colin perdeu seu lugar de cavalheiro preferido no meu coração. Continua sendo o Bridgerton nº1 para mim, mas Michael Sterling, o Conde Kilmartin me conquistou mais. 

Esse livro mantém um pouco do teor mais maduro do anterior mas voltamos a ter a parte cômica que foi grande parte responsável por eu ter me apaixonado pela série e pela autora.

Francesca é doce, reservada e mesmo antes de se tornar viúva me passava uma impressão muito mais madura que sua irmã mais velha Eloise. O contraste entre as duas fica muito mais claro com a leitura sendo feita casada como eu fiz. 

Ao mesmo tempo, a descrição física que é feita dela me fez a imaginar com cara de menina mesmo. Ela definitivamente é uma beleza londrina típica à época. Ela tem uma vibração frágil aos olhos externos e só quem a conhece de perto é que acaba a desvendando de verdade.

Adorei que teve bailes nesse livro. Rever Lady Dambury foi incrível! Como essa velha senhora faz falta na narrativa. Foi uma única cena, mas valeu cada palavra. Mais uma vez me vi sentindo falta da Lady Whistledown. Eu quero ela de volta!

Devido a maneira como eles se tratam no início, eu realmente achei que ia rolar uma pequena competição entre eles dois para ver quem se casaria primeiro e com isso teríamos mais cenas de bailes. Julguem-me, mas eu gosto de salões, dança, cortejos, troca de olhares. <3

Mas apesar dos meus devaneios, a maneira como o amor floresce entre os dois é quase fofa. Não tem nada de adolescente ou ingênuo, mas ainda sim tem algo que faz suspirar. As mães poderiam ter metido mais o pitaco, mas preferiram não fazê-lo, o que é compreensível mas mais uma vez seria a oportunidade de arrancar risadas dos leitores, aliás foi uma pena que Violet, Helen e Janet não dividiram uma cena, teria sido de chorar de rir.

Minha cena preferida é quando ela recebe a carta da mãe avisando que Colin e Eloise se casaram em tempo recorde. A indignação dela por ter sido excluída e a constatação logo em seguida de que não se importa é hilária. Os diálogos com Michael nesse momento e nos seguintes também ajudam. Ele tem uma veia sarcástica e irônica que complementa a forma sempre indefectível que ela tem de se portar perante a sociedade (mesmo sem ninguém lá para ver isso).

E o final? Não pareceu o fim de uma história, e sim de início de outra. Amei. Outra coisa que apreciei foi nossa Quinn ter concedido alguns parágrafos para explicar para a gente como as enfermidades retratadas no livro eram vistas na época, competindo veracidade às cenas e também nos dando um breve histórico de como o tratamento delas evoluiu. Achei muito interessante e mostra o cuidado que ela tem ao colocar cada letra no papel. Obrigada Julia.

Um comentário:

  1. Oi querida
    So li o primeiro da série e quero ler todos.
    Depois da sua resenha quero ainda mais ler logo :)
    Bjks mil

    www;blogdaclauo.com

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