15 de novembro de 2015

RESENHA: A Casa das Sete Irmãs - Elle Eggels

A Casa das Sete Irmãs - Elle Eggels

Estranho. Apesar de ter muitos elementos aos quais eu esteja acostumada a ver em outras obras, ao serem reunidas aqui teve um resultado esquisito. O livro tem passagens ótimas e outras maçantes. O resultado acaba sendo um livro mediano. 

Não me fez querer abandoná-lo, mas não me fez devorá-lo. É uma narrativa que não te prende totalmente mas há trechos que intrigam e o convidam a continuar a leitura e descobrir a reação para determinada ação. Os capítulos curtos são de enorme ajuda.

A narrativa trata da vida dessa família de algum momento antes da segunda grande guerra até algo que parece ser o fina do século XX. Não há uma delimitação, ou indicação de tempo precisa em nenhum momento do livro. Só me dei conta do quanto tinha avançado no tempo quando no final ela fala de um CD.

São 7 irmãs, uma filha e uma 'avó. Essa quantidade de mulheres juntas aliada a narrativa vai-e-vem me deixou confusa. Acompanhamos a historia sob o olhar de Emma, que é a filha da irmã mais velha. Mas o livro começa com algo que aconteceu com ela na adolescência, volta para antes de seu nascimento e então segue. 

O grande problema para mim é que havia uma troca constante de personagens sem aviso. Em um parágrafo ela falava da tia mais velha e no seguinte de uma das gêmeas, tias mais novas, mas só citava o nome ao fim do relato. 

Os homens em sua maioria não tem o nome citado constantemente, mas sim são identificados por sua profissão então me custou tempo para lembrar quem tinha relacionamento com quem. Em determinados momentos ela destrinchava acontecimentos aos mínimos detalhes e em outros resumia 10 anos de história em 2 parágrafos.

O pior é que as histórias pessoais das irmãs tinham conteúdo para serem desenvolvidas e se tornarem textos realmente interessantes. Mas como a autora escolheu apenas pincelar, o resultado foi difuso. São 207 páginas que poderiam ter sido 500 caso a maneira de se encarar a história tivesse sido diferente. Mesmo deixando as passagens fantasmagóricas e as de gosto duvidoso.




Um comentário:

  1. Puxa que pena, Lynne!
    Pensei que fosse mais bacana....
    Bjks mil

    www.blogdaclauo.com

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