23 de outubro de 2015

RESENHA: Incendeia-me - Tahereh Mafi (Shatter Me #3)

 Incendeia-me - Tahereh Mafi

Um final de saga com coisas esperadas e outras nem tanto. Adorei cada pedacinho. Depois de aproximadamente 100 páginas não consegui mais largar. Não tenho o costume de ler durante os intervalos dos programas que assisto na TV, mas tive que fazê-lo. O livro ficava me chamando. Warner me chamava.

Esse foi o primeiro volume da saga que eu considerei outro personagem mais chato que a protagonista. Adam foi de longe o personagem mais insuportável da trama. Já Juliette cresceu um pouquinho. Nada extraordinário mas ao menos visível.

Juliette se tornou suportável. Ainda que um pouco arrogante. Achei prepotência ela acreditar que era tao perfeita assim para governar. Ela não sabe de nada na verdade. As interações com Adam serviram para ver o amadurecimento dela e a vontade de viver. Foi curioso ler quando ela diz a Adam que ele ama a garota que ela era mas que ela não é mais aquela garota. Ela mudou. 

Me identifiquei, pois passei por um diálogo, eu diria que idêntico recentemente. Gosto de leituras assim, que me fazem correlacionar trechos com a minha vida. Eu me sinto mais próxima dos personagens e dos autores, além de conceder alguns segundos de certeza de que mais pessoas passam pelas mesmas coisas que eu.

Kenji e James são fofíssimos. Cada um a sua maneira. Queria um amigo como o Kenji. A vida seria mais fácil de ser levada. James é de uma inocência e esperteza contagiantes. Gostaria de ter visto mais interações entre ele e Warner.

Aaron Warner. Ele é perfeito. Eu torcia muito para que ele ganhasse a mocinha, mesmo eu a detestando tando, e não esperava que fosse realmente acontecer. Gostei de conhecer mais a mãe dele, mesmo que apenas pelo olhar dele, e tudo o que ele fez na série tomou sentido e deixou de ser algo apenas friamente calculado. Fiquei com o coração apertado durante o capítulo em que ele vai à casa da mãe. Não esperava aquele desfecho. Warner não é insensível, ele apenas sabe esconder muito bem o que sente.

Apesar de a forma como as coisas terminaram, muito fáceis, eu aceitei. Ao menos não ficou nada pela metade de fato. Ficaram suposições acerca do que eu como leitora gostaria de ter lido a mais, mas nada que realmente prejudique o enredo e o proposto pela autora. Adoraria se a Mafi fizesse um extra com algo sobre o Kenji. Ele é esse personagem meio solto no mundo que aprendemos que sofreu, passamos a gostar dele mas por ser coadjuvante me deixou com algumas interrogações, além do fato de que eu queria que surgisse alguém para ele.

Achei que o derradeiro encontro entre a resistência e o Supremo fosse ser algo maior e mais demorado. Mas não. Não sei se por eu ter acabado por devorar os capítulos, ou se realmente foi assim, mas voou. Teve um ps também: Por alguns instantes achei que as gêmeas tinham mudado de lado. Mais alguém com essa impressão? Mafi, escreva mais. Gosto da sua escrita.


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