13 de setembro de 2015

RESENHA: The Penitent - Isaac Bashevis Singer

The Penitent - Isaac Bashevis Singer

Namorei esse livro na minha estante por uns meses. Toda vez que eu passava na frente dela eu olhava ele até que decidi pegá-lo de uma vez. Ia ler para o desafio do skoob em dezembro mas não deu para esperar. 

Definitivamente não é um passeio pelo parque. Neste livro, Singer nos coloca frente a frente com seu protagonista Joseph Shapiro enquanto ele narra 2 dias decisivos em sua vida. É o momento em que ele decide ser fiel à sua fé.

Por não ser judia eu me vi por um tempo pesquisando sobre os termos que ele usa o tempo todo o que atravancou a leitura no início. Então decidi encarar a leitura sem me prender à terminologias e ler simplesmente levando em consideração a busca de um homem por algo em que acreditar, por algo que se possa agarrar.

Esse seria o resumo dessas 117 páginas densas e cheias de reflexão: autoconhecimento. O personagem é um homem que no pós-guerra foi para os Estados Unidos, é casado, tem uma amante, muito dinheiro, negócios bem-sucedidos. Enfim, ele tem tudo o que alguém poderia querer no âmbito material. Mas ele se dá conta de que algo está faltando. 

Em um rompante, ele vê uma luz no fim do túnel e decide largar tudo aquilo, que no fim não o fazia feliz e nem o deixava em paz consigo mesmo e segue numa viagem rumo a Israel sem levar mais nada além dele mesmo e um punhado de dinheiro que o mantenha por um tempo nessa busca. Em sua cabeça ele decide que talvez Israel seja o único lugar do mundo onde ele iria estar longe de tentações pagãs e da influência do que ele chama de 'Espirito mau'.

Logo ele se dá conta de que não importa para onde ele vá as pessoas não necessariamente serão devotas e que o caminho para uma fé pura e verdadeira como a de seus ancestrais não é fácil. D'us nos deu o livre-arbítrio e portanto cabe a nós mesmos encontrar o caminho. E não há atalhos para essa vida e mesmo se chegarmos nela não há certeza de que tudo será bonito e feliz o tempo todo.

Achei muito interessante acompanhar essa jornada. O livro foi publicado em 1984, mas antes havia sido publicado por capítulos em jornais entre 1972 e 1973. Estamos em 2015 e bem, é o mesmo cenário. Tudo o que Joseph via de errado no mundo e nele mesmo ainda está por aí. Considerei o personagem um tanto egoísta e hipócrita, mas não considerei isso uma coisa ruim e sim verossímil. 

Vi muitas resenhas o considerando como o pior livro do autor. Mas se esse é o pior, o melhor deve ser um must read daqueles que não nos deixa nunca mais e que nós acabamos por indicar para todos independentemente do gênero preferido do amiguinho. 



Um comentário:

  1. Lynne, nunca li esse livro, mas li bastante contos desse autor. Ele é realmente bacana e mostra bem os dilemas judaicos da sua epoca e da epoca antes dele.

    Tu pode contar comigo, se precisar saber algum termo, me manda inbox ou pro whats, que eu te ajudo =)

    bjs, e shaná Tová =)

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