3 de setembro de 2015

RESENHA: A Espia da Rainha - Philippa Gregory (Plantagenet & Tudor #12)

A Espia da Rainha - Philippa Gregory


Queria tanto ler esse livro há tempos que nem me importei que tenha sido em português de Portugal. Não costumo gostar, mas uma história tão bem escrita e tão rica em detalhes históricos supera os incômodos de nossa língua-irmã.

Apesar de ter outras leituras paralelas e da culpa por deixá-las paradas, não consegui largar. Foram 4 dias sem conseguir não pensar nesse enredo. Primeiro porque eu amo os Tudor. Segundo porque Philippa Gregory cria personagens apaixonantes. Não foi diferente com Hannah.

É engraçado pois lembro de sentir ao ler os anteriores e qualquer outra coisa sobre os filhos de Henry VIII e achar Mary chata e Elizabeth maravilhosa. Dessa vez foi o contrário. Tive raiva de Elizabeth por todos os estratagemas e amei a maneira como Mary se apresentou. 

Mary passa a impressão nesse livro de ter sido uma mulher forte, determinada, temente à Deus, corajosa e apaixonada pelo seu povo e pelo marido. Seu maior sonho foi dar à Inglaterra um príncipe. E isso é o que torna seu destino tão triste e revoltante. Ela tinha tudo que qualquer mulher poderia querer na época, menos o que mais queria: amor.

Elizabeth aparenta ser uma menina mimada, frívola e manipuladora. O pior tipo. Assim como Hannah eu me vi amando a Rainha e fascinada, deslumbrada pela princesa. Era quase como se fosse um experimento, acompanhar a princesa para poder ver como ela age e se comporta nas situações.

A única coisa que não gostei foi com quem Hannah decide ficar no final. Eu não imaginava e fiquei um pouco desapontada. Desde o início achei que ela continuaria sendo a figura independente que fora no início da história. Sei que ela era uma menina ainda, mas isso não justifica a mudança drástica de personalidade. 

Os homens da história. Dudley é charmoso, compreendo o fascínio que as mulheres sentiam por ele, inclusive a princesa. Daniel não me convenceu em nenhum momento, sempre o detestei e torci muito para que ele seguisse em frente e desistisse de Hannah. O príncipe Filipe poderia ter aparecido mais ativamente, mas sua presença mesmo em segundo plano foi compatível com a imagem de mulherengo que ele tem na vida real. 

Bem, é definitivamente uma leitura recomendada caso os leitores gostem de histórias baseadas em fatos históricos. Gregory é um prato cheio para os amantes das intrigas da Dinastia Tudor.

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