11 de julho de 2015

RESENHA: Os Homens Preferem as Louras - Anita Loos



MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO - 02/10
MARATONA LITERÁRIA 4.0 - 01/04

Os Homens Preferem as Louras - Anita Loos

Estava lendo Liberta-me mas não parava de olhar para a capa do livro da Anita então decidi começá-lo. mas não consegui largá-lo! É muito divertido. Já começa com um prefácio da autora escrito para a edição de 1963 quando ela esperava que os netos de seus primeiros leitores se divertissem com Lorelei como seus avós. Bem, ela com certeza ficaria contente com o alcance que sua obra teve.

O livro é dividido em 5 capítulos com páginas do diário de Lorelei. Preciso dizer que o livro mais uma vez supera o filme. Marilyn Monroe ficou perfeita no papel, mas o filme em si não faz jus à personagem. Mesmo em apenas 174 páginas essa loura apronta muito. 

Umas das coisas mais divertidas são as palavras que ela escreve errado ou, tentando falar difícil, inventa. Contei 36, mas há muitos nomes de pessoas e lugares que eu não conhecia então se estava errado ou não não fez diferença para mim.

Minhas preferidas: 
  • Devino 
  • Sufragística (Sufragista)
  • Debutântica
  • Perdilhária (Perdulária)
Ela ao mesmo tempo que se encaixa no esteriótipo de loura burra tem umas ideias e atitudes que demonstram sua inteligência. O problema é que ela se empenha tanto em ser 'intelequetual' que força demais e comete erros. As peripécias dela e de sua amiga Dorothy enquanto  elas se educam na Europa são hilárias.

Os comentários sobre as cidades que ela passa e suas impressões sobre a cultura e cavalheiros de cada uma são fantásticos. O tempo todo ela compara os homens europeus aos americanos e como os americanos tratam melhor as mulheres. Ao mesmo tempo que há futilidade, já que ela só pensa em conseguir com que os homens deem presentes caros para ela o tempo todo (e critica Dorothy por perder tempo saindo com pobretões) há também as tiradas inteligentes e descobertas sobre ela mesma e o que ela quer de verdade. 

Uma coisa que me intrigou foi o fato de elas serem meninas novas que estavam sozinhas no mundo confiando na proteção de homens desconhecidos por mais espertas que fossem. Será que havia mesmo meninas que se aventuravam assim naquele tempo ou Lorelei e Dorothy são caricatas? Enfim, foi uma leitura prazerosa, divertida e envolvente. Uma boa pedida para que quer se desligar dos problemas da vida real de hoje em dia e apenas curtir. 

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