21 de julho de 2015

RESENHA: Amor sem Limites - Abbi Glines (Rosemary Beach #3)


MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2015 - 08/10

Amor sem Limites - Abbi Glines

Li os 3 primeiros da série em fevereiro. Mas depois de ler tantas resenhas negativas deste e o segundo volume de Woods / Della preferi esperar. Eu previa uma decepção maior.

Blaire teve menos ataques de pelanca nessa história, mas ainda assim considerei que a personagem teve um retrocesso. Ela sempre me passou uma postura madura, mas dessa vez parecia uma adolescente típica. Sei que ela estava grávida e tal, mas se deixou afetar demais pelas provocações de Nan.

Nan é louca. Antes eu até defendia a mulher até certo ponto, mas dessa vez ela se rebaixou de vez. Quem quer se matar se mata e não fica ligando para avisar. E essa correria dela atrás do pai. Eu não entendo! Até pouco tempo antes ela nem imaginava que era ele. Cresça garota, ataques de chilique na frente do cara não te ajudam em nada.

Apesar disso gostei muito do enfoque familiar que teve. Nem tudo é sexo. Até porque ao explorar essas interações (ou falta delas) abre-se um leque bem grande de possíveis situações para os demais livros. Harlow foi uma ótima adição ao séquito e espero vê-la em Rosemary para passar ao menos umas férias.

Rush esteve surtado. Extremamente ciumento e tratando a garota como uma inválida. Aliás, por tentar tapar o sol com a peneira o tempo todo ele foi de um extremo a outro. Sufocava Blaire com cuidados e de repente a 'abandona'. O que não justifica ela ir embora em deixar recado (foi ela que quis ir até L.A). 

Os episódios de 'Sou um homem das cavernas' foram idiotas como sempre. Quase desisti de ler em alguns deles. Assim como um capítulo em especial quando ele encontra a Blaire no barco do pai e já queria arrastá-la para um hotel. Cara, a garota tinha ido parar no hospital na véspera! Não fez sentido para mim e o pai dela poderia chegar a qualquer momento. Muito desrespeito para o meu gosto.

Gostei também da dualidade entre os astros do rock Dean e Kiro. Um valorizando a família e o outro ignorando totalmente. O que reforça meu desentendimento acerca da obsessão de Nan em ser aceita elo pai. O cara definitivamente não sabe ser pai nem quer. Garota, cresce. 

 Angelina aparentou ser uma vaca total nessa aparição. O que é engraçado. Eu gostei dela no livro do Woods. Mais um ponto para a autora. Nem tudo é o que parece. Ela age como uma vaca, mas no fundo faz isso para sobreviver.

O final foi bom. Deixou ganchos para os demais personagens, e mais uma vez não termina com aquela impressão de que tudo será perfeito até eles morrerem deitados juntinhos aos 99 anos. E tirou a impressão que o livro do Woods tinha me deixado que a vida deles era perfeitinha.

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