22 de junho de 2015

RESENHA: A Culpa é das Estrelas - John Green


DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
Histórias com casais - 06/12

A Culpa é das Estrelas - John Green

Achei fenomenal. Adiei tanto a leitura desse livro por diversos motivos, e tenho que assumir que deveria ter lido antes e levado menos em consideração o que outras pessoas acharam. Mas talvez minha postergação tenha sido benéfica, vai ver eu não teria gostado tanto em outro momento.

Hazel é uma menina frágil fisicamente mas com um espírito de dar inveja à muitas heroínas por aí. É impossível não se apaixonar por ela. A maneira como ela encara a vida, a doença e tudo ao seu redor me fez dar gargalhadas desde o primeiro capítulo. Não imaginei que iria rir tanto com um livro que trata de algo tão delicado.

Gus por sua vez me pareceu metido no início, não me conquistou de cara, mas aos poucos, assim como Hazel me apaixonei por ele. Sua personalidade e suas indagações e divagações filosóficas foram bem vindas. Normalmente não gosto de personagens que ficam filosofando, mas a maneira como ele traça o paralelo entre a teoria e sua própria vida fez a coisa ser mais lúcida. Ao menos para mim.

Isaac é demais! Gente que figura esse garoto. Se ele foi baseado em uma pessoa real, definitivamente é alguém marcante. O engraçado é que no início achei que ele desapareceria da história e eu ficaria com a impressão de mais um figurante que com certeza não teria impacto. Primeiras impressões nem sempre são as que ficam.

Quem não gosta de John Green tem problemas sérios e/ou muito recalque. A maneira como ele conduz a história principal, dá luz às paralelas e volta sem deixar nada solto é para poucos. Já vi muitos autores grandes terem capítulos confusos por conta da quantidade informações jogadas sem pensar.

Vi muita gente criticar o vocabulário juvenil que ele usa. Sério minha gente? Leram o mesmo livro que eu? Sim, há passagens em que tanto Hazel quanto Gus falam coisas que poderiam ter saído de um sitcom adolescente. Mas é aí que está a genialidade. Eles são adolescentes. Em meio às preocupações adultas que eles tem por terem câncer conseguem ter momentos quase infantis. Ela fala muito em ANTM, mas sério,que adolescente norte-americana não assiste? E não é esse um dos pontos do livro? Que essas crianças tiveram uma vida pré-câncer e mesmo depois do diagnóstico não perderam suas identidades. Suas vidas ganharam novos aspectos mas isso não significa que os outros deixem de existir. 

Depois disso apenas sei que quero ler os outros.

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