3 de março de 2015

RESENHA: A Bibliotecária de Auschwitz - Antonio G. Iturbe

A Bibliotecária de Auschwitz - Antonio G. Iturbe

Fascinante. Uma história real romanceada e cheia de detalhes envolventes que farão qualquer aficionado pelo tema devorar esse livro e querer tê-lo na estante.

Dita, nossa protagonista, é uma recém-chegada a adolescência que assim que chega à Auschwitz aceita o cargo extremamente perigoso de guardiã de 8 livros que foram contrabandeados para dentro do campo e servem para as aulas que as crianças do Barracão 31 tem clandestinamente. 

A menina apesar de todo o perigo que corre se empenha e faz o que tem que fazer com maestria. Ela teme por sua vida, mas acredita que o que faz é necessário.

Durante os meses que ela fica em Auschwitz acompanhamos as vidas de outras pessoas ao seu redor como Fredy Hirsch, suas amigas Margit e René, um registrador de campo e um oficial da SS. Fredy foi uma figura importante dentro de Terezin e do Campo Familiar, graças a ele todas as crianças que passaram pelo Barracão 31 tiveram uma chance muito maior de sobreviver à Guerra.

Gostei muito de como o autor nos dá informações acerca de como as coisas se desenvolveram conforme os personagens iam deixando a trama. O que se percebe é que a vida dessas pessoas ligadas ao Campo Familiar de Birkenau tiveram um mínimo de normalidade por ao menos 6 meses, graças aos esforços desses adultos e adolescentes que não se acovardaram e tentaram fazer com que essas crianças tivessem um pedaço de liberdade. Suas mentes podiam viajar não importando onde seus corpos estavam.

Ao fim de seu período de quarentena ela e a mãe partem de Auschwitz e quase no fim da guerra chegam a Bergen-Belsen. O relato dos dias que elas passaram ali são extremamente angustiantes e fazem Auschwitz parecer uma favelinha e Terezin uma prisão 5 estrelas. Derramei lágrimas silenciosas o tempo todo e em algumas passagens chorei de soluçar e embaçar tudo. Principalmente ao ler o momento em que nossa Dita reencontra Margit e em poucos dias testemunha o falecimento de Margot e Anne Frank. Tudo algumas semanas antes de os ingleses chegarem ao Campo.

Ao final o autor nos agracia com o destino de vários personagens reais, judeus e nazistas. Confesso que vibrei com cada confirmação de execução de um SS. Chorei de felicidade ao ver que nossa bibliotecária não só sobreviveu a todas as provações como encontrou o amor. Ela se casou com um companheiro de Bloco 31 e ficaram juntos 55 anos até a morte dele. Dita... sou sua fã. Obrigada por resistir.

Uma verdadeira heroína. 

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