13 de fevereiro de 2015

RESENHA: Ligeiramente Casados - Mary Balogh (Os Bedwyins #1)

 Ligeiramente Casados - Mary Balogh

Dois bicudos não se beijam. ERRADO! Demora mais, mas se beijam. Mary Balogh nos prova isso nesse primeiro livro da série 'Os Bedwyns'. Aliás mais uma trupe de irmãos e irmãs que entram para a minha lista imensa mas seleta de famílias apaixonantes.

A mocinha, Eve Morris já começou a me conquistar pelo nome. Quase uma xará. Teimosa feito uma mula, mas inteligente, esperta e bem-educada apesar de sua origem burguesa. Uma dama.

Coronel Lorde Aidan Bedwyn, que eu chamei de Aiden até a última linha, é um homem austero, seco, indefectível. Leva promessas e honra muito a sério e é por isso que se mete na confusão que dá origem a história do livro.

Certamente não é um casal que se formaria facilmente em outros universos de romances históricos que vemos por aí. Balogh tem um estilo próprio que confere originalidade a seu enredo. Ao menos é bem peculiar dentro dos livros que li que abrangem tal universo. Não que casamentos de conveniência não sejam comuns, mas foi a primeira vez que foi uma ideia levantada por um dos noivos e analisada como um transação de negócios pela outra parte. Isso tudo enquanto ambos nutriam interesse por outras pessoas.

Eve é uma boa samaritana. Tem sob seus cuidados uma fila de párias que inclui duas crianças órfãs que deveriam estar a cuidados do seu detestável primo. Então, ela recebe a visita de Aidan, descobre a morte do irmão, enfrenta a possibilidade de perder o teto e se casa com Aidan em um espaço de uma semana. 

Aidan, por sua vez, fica obcecado com a promessa feita a seu subordinado enquanto esse morria e tomado por seu infinito espírito de honradez quer fazer tudo o que puder para proteger essa moça incomum. Mesmo querendo que tudo seja breve, sempre acontece algo que o impede de sair de perto dela nos primeiros dias. 

Quando tudo parece que vai ser como eles planejaram, o irmão de Aidan, o Duque interfere e ela se vê em Londres novamente, e orgulhosa e teimosa como só ela, enfrenta o desafio de participar do teatro que é a vida social londrina do século XIX. Aos poucos conquista os parentes próximos mas claro que os problemas não acabam aí.

O interessante é que ela não perde a compostura em nenhum momento e como uma verdadeira dama inglesa só derrama algumas lágrimas longe dos olhos alheios. Nesse momento é que finalmente o gelo realmente começa a derreter, mas claro como são dois turrões eles simplesmente supõem o que o outro sente em vez de perguntar. Ele acha que ela não sente nada por ele, e vice-versa. Mocinho se apaixona pela mocinha e mocinha se apaixona por mocinho mas nenhum deles quer dar o braço a torcer. 

Até que quando finalmente as coisas se acertam e eles podem se separar e viver 'suas vidas', é que eles percebem que não querem viver separados. Ele a ama, ama as crianças, e ela o ama. Finalmente os bicudos se entendem. 


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