12 de fevereiro de 2015

RESENHA: Estrela Amarela - Jennifer Roy



RC 2015 - Livro com cor no título

Estrela Amarela - Jennifer Roy

Lindo. A história de uma criança que cresceu no gueto de Lodz. Syvia Perlmutter chegou ao gueto aos 4 anos de idade. Nem ao menos sabia precisar o que era ser judia. Mas carregava sua estrela amarela. Viveu em um apartamento de 1 cômodo com seu pai, sua mãe e sua irmã Dora de 12 anos que mentiu a idade para poder trabalhar e assim aumentar o sustento da família.

O livro é escrito de forma suave, é a visão dessa menina enquanto cresce atrás do arame farpado. Me vi sorrindo e rindo de suas reações e perguntas como fazemos com qualquer criança tão pequena. Ela sabe que há algo errado a sua volta, sente o medo, mas é tão bem amparada por sua família que consegue ser criança.

Ganha uma boneca, tem duas amiguinhas. Uma some, a outra é levada junto com a família em um dos transportes para Campos de Extermínio. Syvia escapa. Seu pai foi uma figura decisiva na sobrevivência da família. Que homem sábio. Alguém que gostaria de ter conhecido e que teve grande importância da salvação dos últimos 812 judeus de Lodz.

Um homem cheio de ideias, amor e coragem. Que dormiu por dias em uma vala no cemitério com sua pequena enquanto os nazistas vasculhavam e arrancavam crianças de suas camas nos prédios do Gueto. Um homem que seguiu sua intuição e escondeu sua filha e sobrinho enquanto executava com maestria um plano que se descoberto  o levaria a morte instantânea.

Esse mesmo homem que escondeu o menino de 3 anos que levava no ombro sob o casaco e sua filha à direita e passou ao lado de um nazista enquanto outra brava mulher o distraía com perguntas. Ele que juntamente com outros homem de valor salvou 3 crianças de serem deportadas escondendo-as em um carrinho de mãos. Que entrou na área dos transportes e convenceu pais a deixarem seus filhos no esconderijo. 

Esse homem não perdeu a calma e conseguiu guiar e dividir esses 812 judeus para lugares seguros enquanto os nazistas planejavam matar todos na manhã seguinte. E então quando o bombardeio começou e a pequena Syvia, então com 9 anos escutou e acordou todos, ele os guiou para o lugar que tinham melhor chance de sobreviver, um pátio aberto, onde deitados foram vistos pelo pilotos. 

Um herói. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário