4 de janeiro de 2015

RESENHA: Serial Killer: Louco ou Cruel - Ilana Casoy


LV 01/2014
RC 2015 - Livro que não seja de ficção.

Serial Killer: Louco ou Cruel - Ilana Casoy

Recebi esse livro ainda no ano passado. Cortesia da Naty do Livro Viajante. Quando indagada se poderia receber, nem lembrava dele, mas o interesse que tenho no assunto continua. 

Quem me conhece bem sabe que tenho uma relação de amor e ódio com o Canal Investigação Discovery,  lembro de ter passado quase 24h assistindo quando ele entrou no pacote da TV por assinatura.

Por conta disso, muitos dos 16 casos que Ilana Casoy destrincha já me eram familiares, alguns com certa riqueza de detalhes, outros nem tanto, e um ou outro novidade para mim já que não lembrava de ter me deparado com eles.

A primeira parte do livro foi um tanto arrastada para mim, pois é cheia de termos jurídicos e legais que deram uns nós no meu raciocínio. Para quem faz direito e tem interesse na área criminal realmente é um prato cheio. A segunda parte, onde ela conta sobre a vida dos acusados, sua evolução até se tornarem assassinos seriais, suas motivações, perfil das vítimas, Modus Operandi e desfecho é fantástica. Quero muito ler os outros livros da autora. 

É impossível fazer a leitura sem sentir certa indignação, ao menos em alguns casos. Talvez por já estar tão acostumada com esse assunto, certos crimes não me espantaram como outros. Os dois casos que mais me enojaram e revoltaram foi o de Andrei Chikatilo e Albert Fish. Me desespera ler e assistir quando há crianças pequenas envolvidas, vítimas realmente indefesas. 

Chikatilo era uma bomba-relógio desde sua infância quando era atormentado por sua mãe que contava aos filhos a história de que um irmão mais velho, Stephan, teria sido vítima de sequestro e canibalismo durante a fome que assolou a Ucrânia na década de 1930.

Todas as fotos que achei dele na internet mostram expressões dignas de um maluco em camisa de força. Ele não me transmite a finesse, por assim dizer, que outros assassinos seriais transmitem. 

É conhecido pelo assassinato de 53 pessoas, sendo 23 meninos, 14 meninas e 18 jovens mulheres. Conseguiu no julgamento descrever com precisão cada um de seus crimes ao longo de mais de uma década.

Foi mantido em uma jaula durante todo o julgamento.


Albert Fish por sua vez era o retrato do bom velhinho. Foi chamado de 'O Homem Grisalho' durante o período de investigação.

Uma criança que brincava junto de uma das vítimas antes dessa ser levada por ele, ao ser perguntada sobre o que havia acontecido disse: Foi o bicho-papão. A criança tinha 3 anos e não foi levada a sério. Deveria.

Esse senhor cometeu atos de impensáveis para a maioria dos seres humanos normais. Sádico, pedófilo, masoquista e canibal, são apenas alguns dos adjetivos que ele pode receber. 

Teve o disparate de enviar uma carta para a mãe de sua primeira vítima, Grace Budd, contando com detalhes o que fizera com a menina. Como a dominou, matou e comeu. Mas assegurando que a manteve intacta, a menina morreu virgem. Foi julgado e condenado em 1935. 

Após a condenação revelou e confessou ter matado mais de 100 crianças, entre elas Billy, o menino que fora levado pelo bicho papão. Sua última frase foi: - A emoção suprema, a única que nunca experimentei. Morreu na cadeira elétrica em 1936. 





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