9 de janeiro de 2015

RESENHA: Quem é você, Alasca? - John Green


RC2015 - O primeiro livro de um autor popular
TBR - 01/2015

Quem é você, Alasca? - John Green

Primeiro livro retirado da minha TBR. primeiro livro escrito por John Green. Meu primeiro livro dele. Gostei bastante, me surpreendeu até. Estava meio preconceituosa por ser um livro de um autor modinha. Opiniões controversas acerca dos livros dele também atrapalham.

A princípio tudo sugere que a história vai ser mais um drama colegial adolescente, mas não é bem assim. Dei 4 estrelas no skoob, justamente por isso, o excesso de drama adolescente que delineia os primeiros capítulos fariam muitos potenciais leitores abandonarem o livro, ou sequer cogitá-lo.

Miles Hunter é o típico garoto franzino em idade escolar. Não tinha amigos, não tinha namorada, estudava muito por ter um objetivo acadêmico. Um perdedor de marca maior na visão hollywoodiana do Ensino Médio. Tudo muda quando ele decide entrar no Colégio Interno que seu pai estudou.

Lá ele faz um amigo, o Coronel, bolsista, mega-inteligente, louco por farra; Alasca, a menina louca e desvairada que vira seu mundo de cabeça para baixo; Takumi, o japonês que se tornou meu personagem preferido nessa loucura; e Lara, a romena com quem ele acaba namorando.

O triângulo/ quarteto amoroso que se arma nem é tão importante, já que Miles se percebe obcecado por Alasca e as sensações que ela provoca nele. Ele dorme e acorda Alasca. Essa obsessão é que deixou a desejar a meu ver. Achei ingenuidade demais para um menino de 16 anos, mesmo um virgem. 

Alasca me lembrou muitas garotas inconsequentes que conheço e conheci. Querem viver ao extremo na tentativa de evitar que o mundo veja o estrago que trazem dentro de si. Gostei muito de uma de suas frases: 'Vocês fumam para saborear, eu fumo para morrer". Isso diz muito sobre ela para o leitor, embora os personagens só se deem conta disso mais tarde.

O livro se divide entre ANTES e DEPOIS, e minha parte preferida, mesmo que mórbida é o depois. A partir desse momento há uma profundidade que falta ao inicio. Amei ver o crescimento deles, a vontade de achar respostas. John Green me conquistou. Ao menos o suficiente para ler mais um livro dele. 

A maior questão tratada no livro é o 'Grande Talvez'. Ao fechar o livro você continua com o Talvez pairando. Gosto de livros assim, que te deixam questionando as decisões dos personagens e com essa dúvida, onde cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões sobre os fatos ou consequências sobre os fatos. 

Recomendo, se parecer ruim, insista.



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