21 de dezembro de 2014

RESENHA: Eternidade Mortal - J. D. Robb (Série Mortal #3)

Livro Viajante
05/2014

Eternidade Mortal - J. D. Robb 

Comecei a ler a série graças ao viajante da Isabele. Li os dois primeiros na época que estava sem internet e nem pensei em fazer resenha e deixar guardada para postar depois. Sou devagar, eu sei. O meu preferido até então continua sendo o segundo, Glória Mortal. Considero o crime o mais envolvente e as reviravoltas da vida particular de Eve Dallas são tão boas quanto. 

Esse terceiro comecei a ler em agosto mas só terminei agora, Simplesmente não me empolgou, se fosse e-book ou meu teria acabado largando de vez. Mas como o LV é da série toda, resolvi insistir, o que acabou valendo a pena.

Esse volume pega no tranco mais ou menos na metade do caminho. São tantos os envolvidos e prováveis assassinos que o cérebro dá volta tentando decifrar tudo. No fim eu cheguei a conclusão que estou perdendo meu instinto, pois o eleito da vez não me deixou desconfiada em nenhum momento da leitura, mas depois da revelação vi que estava bem escancarado. tsc tsc.

Esse universo futurístico ainda me incomoda em algumas passagens, Não consigo engolir, por exemplo, que a moda tenha que ser tão sem pé nem cabeça. Será que já não aprendemos com as últimas décadas que acabamos por reciclar as ideias? E o fato de que por ter um spray ou coisa parecida que evita que suas impressões digitais e de pé se misturem à cena do crime seja motivo para um policial não usar luvas ou outras proteções. Não me convence um agente da lei sujando as mãos com sangue alheio, soa desrespeitoso para mim, mesmo em uma obra de ficção. 

O AutoChef por sua vez me parece uma invenção que seria bem vinda. assim como empregados androides, Viagens para satélites fora do espaço me parecem possíveis, talvez não em futuro já não tão distantes agora, mas como a série foi iniciada em 1995, é aceitável. Qualquer destino paradisíaco me parece bom no momento, quero férias da vida como está.

Dallas é uma boa personagem, típica em alguns aspectos, mas muito cativante. Sua aparência descuidada é comum tanto à romances policiais quanto à literatura romântica. Se apaixonar pelo cara mais rico e lindo da cidade e ter a completa devoção dele, bem, isso é comum aos romances de nossas rainhas do romance não? Apesar do pseudônimo, Nora Roberts não deixou essa característica de fora.

Roarke é o par perfeito, dono de mais da metade dessa Manhattan de 2050, tem um passado nada glorioso assim como Eve, e por isso aceito esse casal como 'ocorrível' (sim, inventei a palavra). Espero que se descubra mais sobre  o passado dele nos volumes seguintes já que muitas revelações sobre Eve foram feitas nesse 3º livro. Roarke merece esse espaço.

Delia Peabody. Adoro essa menina desde que apareceu. Torço para que ela ache um milionário gostosão e apaixonado para si, mas que não perca as características de detetive. Por favor Nora, não a mate! Como ultimamente os personagens que gostamos acabam morrendo deixo aqui meu apelo.

Enfim, é um livro bom. Achei que a autora correu no final. Enrolou tanto nos primeiros 19 capítulos que as conclusões do vigésimo e último pareceram vir do nada. Quase como se fossem revelações divinas. O caso poderia ter se desenrolado melhor, mas não foi ruim. Creio estar mal acostumada com Tess Gerritsen.

Como adorei o anterior, sei que tem potencial para ser uma série muito boa como um todo, portanto recomendo para quem gosta de livros de crime / policial. Assim como para quem gosta de romance e quer se aventurar num novo estilo.

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