27 de novembro de 2014

RESENHA: O Labirinto de Ossos – Rick Riordan (The 39 clues #1)


Desafio Diversidade Literária 2014
08/12 - Thriller/Aventura


O Labirinto de Ossos – Rick Riordan

Lembro-me de nem ter me dado conta de que seriam tantos livros quando peguei esse em uma troca. Quando percebi fiquei me perguntando ‘Onde eu me meti!?’. 39 livros! Cada um escrito por um autor, li a sinopse e vi que os personagens principais, Amy e Dan, tem 14 e 11 anos. Confesso que bateu um desânimo, mas aí durante minha pré-seleção para os desafios literários ele era um dos únicos que se encaixavam numa das categorias.

Achei que seria uma leitura chatinha e arrastada, infantil. Me enganei. Durante as 238 páginas que acabei lendo bem rápido apesar dos dias espaçados, eu ri, fiquei nervosa, muito curiosa, feliz, incrédula, pasma... Um misto de reações e como se trata de uma caça ao tesouro e durante o livro você se depara por diversas pistas, cheguei ao fim com 11 post it’s grudados nas páginas, sendo apenas 4 contendo minhas costumeiras anotações sobre o enredo em prol da resenha.

Achei bem interessante o fato de nós leitores termos a oportunidade de começar a leitura às cegas juntamente com as crianças protagonistas, mas não necessariamente descobrir as coisas junto com elas. Fazemos nossa própria caça ao tesouro. Houve momentos em que Amy ou Dan chegaram antes de mim à uma conclusão e outros momentos em que eu vi o resultado antes deles.

Percebi o quão envolvida eu estava com a busca quando peguei um pedaço de papel, rabisquei o enigma e me recusei a continuar a leitura enquanto eu não resolvesse. Por sorte não levei muito tempo. Acabamos por exercitar outras partes do cérebro além daquela responsável pela leitura. Não quero me aprofundar no enredo pois estraga uma das melhores partes da aventura que é ler esse primeiro livro da série. Espero mesmo que os seguintes se mostrem a altura deste. Rick Riordan realmente acertou em cheio nessa história.

Numa das abas há um comentário do The New York Times que diz que essa série seria uma junção quase perfeita de Harry Potter e Código da Vinci. Bom, eu diria que seria mais fiel dizer que é de Desventuras em Série e Código da Vinci. Pois eles não tempoderes, nem usam varinhas, mas vem de uma família desajustada, são órfãos e tem uma tia louca que os quer pra ontem a cargo do serviço social e cada um em uma família adotiva. Separei alguns dos quotes que me fizeram gostar desses irmãos:

“Amy odiava carros quase tanto quanto odiava multidões. Ela prometeu a si mesma que, quando fosse mais velha, moraria num lugar onde nunca precisasse andar de carro.” (p.96) Amy me entende!

“Aquilo não parecia um bom presságio. Dan se perguntou se a cabeça (de um santo) ainda ficaria guardada na igreja e se as cabeças dos santos realmente tinham auréolas.” (p. 205). Como não se divertir com um menino como Dan?

Claro que não foram esses os únicos momentos que me fizeram adorá-los, mas os mais curtinhos. Os personagens de apoio são igualmente hilários e cativantes, claro que alguns dos ‘primos’ deles dá vontade de esganar, mas no geral cada um tem uma característica que os fazem bons para a trama. Você nem sempre sabe quem vai aparecer e fazendo o quê.

E claro, tem o gato. Saladin. Ele não é apenas um figurante, e tem vários momentos que consegui visualizar claramente como o gato estaria reagindo à situação graças aos comentários ‘by saladin’ criados por Riordan. Mais um ponto a favor para os leitores amantes de gatos como eu.

Definitivamente uma leitura recomendada para crianças, jovens, adultos e idosos. Para qualquer um que queira uma aventura sem precisar sair de onde está.

Nenhum comentário:

Postar um comentário