23 de fevereiro de 2014

RESENHA: Glimmerglass - Jenna Black (Faeriewalker #1)

Desafio Loucas por Livros e Esmaltes
02/12 - Capa com brilho

Glimmerglass - Jenna Black


Quando li o tema logo lembrei desse livro. A escolha foi bem fácil. Depois da minha desagradável experiência com Inverno das Fadas, fiquei preocupada e cética quanto ao progresso que teria com mais uma leitura sobre fadas.

Foi um início difícil, assumo. Depois de iniciada a leitura fiquei alguns dias sem pegar no livro pois ainda não tinha me empolgado. Creio que foi lá pelo capítulo 9 que a autora prendeu minha atenção, e lá pelo 15 que me conquistou de vez. Foi bom ter insistido.

Dana aparenta ser uma adolescente madura para a sua idade, mas só enquanto o território é conhecido para ela. Logo que chega a Avalon, as coisas começam a mudar, pois a fantasia que ela tinha sobre como seria sua vida com o pai cai por terra. Ela é recepcionada pela tia, Grace Stuart, e sejamos francos, não de uma maneira calorosa. 

Logo ela começa a desconfiar de tudo e de todos, uma dupla de irmãos feéricos adolescentes, a salvam do cativeiro, ela se junta a eles, mas sempre com um pé atrás. Nessa hora tudo parece se encaminhar para um romance entre ela e Ethan, o garoto feérico. Mas a desconfiança que ela mantém e  a transparente omissão de fatos por parte dele impedem que ela ceda totalmente aos encantos do rapaz.

Nesse momento ela enfim consegue contato com o pai, e descobre mais mentiras que foram contadas. Apesar de que ela também se vê desconfortável com a franqueza generalizada da parte dele. Ele não mente nem ameniza a verdade em momento algum. Apesar de não saber se deve ou não confiar nessa figura paterna, ela decide ficar ao lado dele (como se tivesse opção). Ela começa a repensar sua decisão repentina de largar tudo nos Estados Unidos e fugir escondida da mãe, chega até a sentir falta dela.

Os problemas só crescem conforme ela começa a descobrir a verdade sobre o que ela é, o que pode fazer, o que esperam dela, e tudo acontece de forma rápida, já que cronologicamente se passaram menos de 48h, e devagar, pois a autora consegue explicar tudo de maneira homeopática. O leitor aprende tudo sobre Faerie, Avalon, seelies e unseelies junto com Dana.

Nesse ponto outro personagem masculino entra em cena, Keane. Ele é filho de Finn, seu guarda-costas e aparece para ensinar (de má vontade) algumas dicas de autodefesa. A princípio, a descrição física e dos trejeitos do rapaz me faz considerá-lo um idiota. Mas depois recebo um tapa na cara da autora, já que entre Ethan e Keane, eu preferia ver Dana se envolvendo com Keane. 

A mãe dela enfim percebe que a filha sumiu, e voa até Avalon, Dana então se vê brigando internamente com sentimentos acerca da mãe e do pai, pesando se é melhor ficar com um, com o outro, ou talvez com nenhum. O desejo de ser normal. Os acontecimentos que vem a seguir, são os meus favoritos. As pessoas começam a mostrar suas verdadeiras intenções, Dana começa a entender melhor o que significa ser uma Faeriewalker e o porquê de tanta gente querer ter 'posse' dela.

Dana ganha do pai um camafeu, e através dele ela percebe a magia. Isso e lembrou muito o medalhão de Dru em Strange Angels. Já que graças a esses artefatos as duas conseguem evitar, na maioria das vezes o perigo iminente. Outro fator em comum é a maneira como cada uma é única e especial dentro de seu mundo, o que faz com que todos as queiram por perto, e elas fiquem sem saber em quem confiar. Dru não tem pais, mas está cercada de adultos seculares com cara de que acabaram de atingir a maturidade e o mesmo acontece com Dana.

Ainda outra semelhança é o triângulo amoroso não assumido. Dru tem Christophe e Graves que estão em tese em lados separados da guerra não declarada; e Dana tem Ethan e Keane, que também são de cortes diferentes e portanto em tese pertencem a lados diferentes na guerra pelo poder.

Ou seja, apesar da fórmula de bolo, gostei desse universo feérico apresentado por Jenna Black. É uma série que gostarei de acompanhar.

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