27 de janeiro de 2014

RESENHA: A Lagoa Azul (1949)

Título Original: The Blue Lagoon
Duração: 101'


"O filme conta a história de duas crianças pequenas que naufragaram em uma ilha tropical paradisíaca no Pacífico Sul . Sentimentos emocionais e mudanças físicas surgem à medida em que crescem para a maturidade e se apaixonam."
O clássico da sessão da tarde lançado em 1980 todo mundo já viu. Mas essa versão de 1949 é de conhecimento de poucos. Eu mesma só descobri recentemente ao ficar sabendo de outra versão: A Lagoa Azul - O Despertar (2012). Fiquei curiosa para assistir os dois por conta da diferença escandalosa entre as sociedades da época. A maneira como assuntos antes delicados hoje são tratados. Tabus de antes que hoje são corriqueiros.

Os filmes foram baseados no livro homônimo: 'A Lagoa Azul' (1908) de Harry de Vere Stacpoole, e teve sua primeira adaptação para o cinema, datada de 1923. Essa, infelizmente ainda não pude assistir, mas um dia.

Na versão de 1949, notei que as camadas sociais e a responsabilidade e deveres de cada pessoa de acordo com seu status é mais importante que em outras. Pelas sinopses que li do livro, aparentemente essa versão é bem mais fiel à história original que as que vieram a seguir. Notei também como a história é inocente. Toda a interação entre os personagens que na época pode ter sido considerada avançada, é para mim subjetiva.

Donald Houston e Jean Simmons.
O que se vê na tela é uma amizade forte, personalidades quase infantis mas sinceras. Cumplicidade. Ao contrários das versões recentes, não há nenhum indício de relacionamento romântico, até o momento em que ela aparece com a criança nos braços. O mais forte que vi entre os dois foi um protecionismo, amizade. Já que os dois estão sempre juntos e não querem se separar em nenhum instante. 

Nota: 7.0

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