8 de janeiro de 2014

RESENHA: Batalha Real (2000)

Título Original: Batoru Rowaiaru / Battle Royale
Duração: 114'


Numa realidade hipotética, as novas gerações promovem um estado de anarquia, e o governo ultranacionalista resolve controlar a situação promovendo o temível Ato Battle Royale. Todos os anos, uma classe escolar é escolhida para passar três dias numa ilha deserta, e a cada aluno é dada uma mochila com equipamentos pessoais, de sobrevivência e uma arma, que pode variar de um cabide à uma escopeta. A única regra: apenas um pode sobreviver ao final dos 3 dias.

 Resolvi assistir o filme depois de ver os milhares de comentários comparando-o com Jogos Vorazes, dizendo que é cópia, que a autora se baseou nessa história e tal. Ao pesquisar ainda descubro que tem um mangá e uma continuação lançada em 2003. Como que eu sendo tão louca por cultura japonesa, nunca soube desse filme ou ao menos do mangá eu não sei.

A única semelhança que vi foi o fato de serem adolescentes jogados por um governo totalitário num lugar aleatório para se matarem. Mas para por aí. E convenhamos, que história hoje em dia pode ser considerada realmente original? Quando autores não usam uma ideia já explorada, copiam a si mesmos. É a velha história do 'time que está ganhando não se mexe'. Se dá audiência, vende, continue usando a fórmula. Ainda mais em uma sociedade que tem sido mais importante escrever best-sellers que livros que se tornem clássicos para futuras gerações.

Em Batalha Real, uma turma de escola é escolhida 'aleatoriamente' para ser protagonista dos jogos. Não há treinamento prévio e o que acontece lá dentro não é televisionado para a população. É uma maneira de mostrar aos jovens rebeldes quem realmente detém o poder nesse Japão distópico. A ação toda se passa dentro de uma ilha que foi evacuada, portanto os jovens tem recursos que podem ser utilizados. Ao chegarem na ilha recebem um explicação muito bizarra do que esperar nos três dias que duram a batalha. 

Nesse momento é que se percebe quem é bom ator e quem não é nessa produção. O casal protagonista por assim dizer é muito afetado, a menina é a típica mocinha indefesa, idiota (e burra diga-se de passagem) que precisa ser salva a toda hora e não sabe fazer nada sozinha. O garoto é um histérico, o ator é exagerado, sua atuação é tão forçada que quase vira comédia. Só serviram para que eu concluísse que se estivesse lá, mataria os dois primeiro.

Narahara e Noriko.
Os outros adolescentes também tem uma atuação forçada, mas renderam algumas cenas bem interessantes. A minha preferida se passa no farol, quando um grupo de meninas está preparando o almoço, uma delas põe veneno em um prato de comida para dar ao protagonista, mas outra garota chega e pega o prato. Pouco depois morre e aí as meninas ficam enlouquecidas e começa a chacina. pronto, todas elas mortas.


Minha personagem preferida foi justamente a antagonista, Mitsuko, a garota assumidamente malvada, que aceita a ideia e sai matando quem vê pela frente. Senti que tinha muito mais por trás da atitude dela e que não foi mostrada, contada. Apenas para dar espaço para o melodrama dos pombinhos. Outra coisa que me incomodou foi que de repente começaram a correr com as coisas pois estava no fim e muito coisa ficou sem explicação, sem nexo, mas não no sentido de instigar quem assiste a tomar suas conclusões, e sim de mal formulado mesmo.
Dá medo essa garota.

Li em algumas resenhas de pessoas que leram o mangá que houve uma mudança drástica na personalidade e no plot de alguns personagens. Alguns personagens importantes no papel passaram despercebidos na telinha e isso é algo que eu assumidamente não suporto. Enfim, não é de todo ruim, tem cenas bem boladas, mas prometia mais. Ao menos me deixou curiosa para ver a continuação. E mais vai ter remake ocidental. Que merda vai sair daí...

Nota: 7.0



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